Mantos e Desvios

OS DIFERENTES MANTOS DO EPAGNEUL BRETON E OS SEUS DESVIOS (EPAGNEUL BRETON / MANTOS E DESVIOS)

Gentilmente cedido por Miguel A. Faro

Traduzido por Maguil Freire

Em primeiro lugar, embora o presente artigo pretenda que, de uma maneira simples, através de fotografias, mostrar as diferentes variedades do manto dos nossos Bretons como são conhecidos, achamos conveniente fazer uma pequena introdução de terminologia e estudos genéticos.

A coloração da camada e membranas mucosas depende basicamente da produção do pigmento melanina, havendo dois tipos de melanina: a eumelanina, responsável pelas colorações que vão do preto ao marrom e da feomelanina, responsáveis pelas colorações entre o vermelho e o amarelo. Os genes responsáveis por dar as diferentes camadas podem ser agrupados em dois grupos:

Os responsáveis pelas colorações básicas:

• Gene Agutí, ou cinzento lobo, com a sua variante.

  • Ay, alelo amarelo dominante

• Gene E (extensão), com as suas três variantes comuns:

  • Ea, que dá origem a versão alélica do fenótipo “preto dominante”.
  • E, cuja expressão dá origem a indivíduos com uma cor de pêlos preto ou
  • e, que é recessivo, sendo responsável pelos mantos vermelhos ou

• Genes modificadores dos padrões básicos:

  • Gene B (marrom)
  • Gene D (cor clara)
  • Gene R (ruão)
  • Gene T (com manchas, pontos pequenos).
  • Gene S, que controla a distribuição do branco, com as suas variantes:
    • “S+”, sem mancha branca (braco húngaro)
    • “sw”, manto inteiramente branco (Whestín)
    • “si”, a maioria do corpo é colorido.
    • “sp”, as proporções de áreas brancas e cor são semelhantes.
  • Gene “As” dominante, responsável pelos mantos de duas cores.
  • Gene ”at” recessivo, responsável pelos mantos tricolores.

Deve-se notar que nenhum age isoladamente, interagindo uns com os outros.

De acordo com o estalão, as cores admitidas no Epagneul Breton são:

  • Branco/laranja, Branco/preto
  • Branco/marrom, Tricolor preto
  • Tricolor marrom, com manchas moderadamente estendidas de forma irregular.

Com as variedades de manto branco (áreas brancas limpas), manto mosqueado (áreas brancas com manchas coloridas) e ruão (os pelos coloridos misturam-se com os brancos). Com manchas de fogo no nariz, nos lábios, acima dos olhos, nos membros, na parte frontal do tórax e no ligamento da cauda, nos cães tricolores, sendo desejável a estreita faixa branca na testa, não admitir os mantos unicolor ou duas cores sem branco.

 

BRANCO E LARANJA

É a cor mais abundante, vem do locus ee, sendo esta recessiva, do cruzamento de dois cães brancos / laranjas, só podem nascer filhos brancos laranjas.

 

DESVIOS

BRANCO E PRETO

Provavelmente a cor mais elegante, é regido pelo gene dominante "B", que controla o pigmento eumelanina que dá a cor preta. Excluído do estalão de 1908 e novamente incluído em 1956.

DESVIOS

A extensão do branco é mínima e não moderadamente estendida, como nos diz o estalão. Portanto, é um manto que deve ser penalizado, muito escuro. Não deveria obter o C.A.C.B. em exposição.

BRANCO E MARROM

Talvez a cor mais antiga seja uma diluição do preto, na sua forma recessiva "b". Apresentando a combinação "As- / bb / E-sp

TRICOLOR PRETO

O manto mais espetacular, determinado pelo locus "at", recessivo, apresentando a combinação de genes atat / BB / E- ou atat / Bb / E-.

As manchas de fogo nos olhos, bochechas, pescoço e membros são claramente visíveis.

DESVIOS

Nas fotos a seguir, observaremos exemplares com mantos no limite do estalão, portanto indesejáveis, estando nas extremidades do que deveria ser um tricolor ideal. Alguns desses exemplares, tendo obtido de Excelentes, resultados em anos anteriores em Exposições de morfologia, mas que após o último seminário sobre julgamentos de Epagneul Breton em Exposições, realizado em Saint Sernin (17 de junho de 2010), devem ser penalizados e não devem receber nunca a classificação de Excelente.

TRICOLOR MARROM

O mais escasso, a combinação deve ser dada, genes atat / bb / - essa combinação exigindo por dois pares que são recessivos e
homozigóticos.

FALSOS TRICOLORES

Estes são chamados "fauve charbonnée" ou "fogo carbonizado", exemplares brancos e alaranjados com pêlos pretos, e exemplares brancos e marrons com pêlos pretos, que se manifestam em maior extensão quando são cachorros e tendem a desaparecer quando o exemplar é adulto. O gene "Ay" intervém neles, Estes mantos ficam de fora do estalão a partir de 1 de Janeiro de 2010.

Nas próximas duas imagens, vemos o mesmo exemplar com a idade de 1 mês e sete meses, sendo capaz de perceber que a maioria dos pêlos pretos desapareceu do corpo, sendo visível apenas nos ouvidos. Houve um esclarecimento geral do manto. Pode ser confundido com um exemplar branco e laranja. Mas no entanto ao cruzar com outro exemplar branco alaranjado, poderão ter cachorros de todas as cores, sendo um deles portador do gene "Ay”.

Também gostaria de dizer, embora a cor do manto seja muito importante, o principal no cão é o “Chassi”, a sua estrutura, as suas medidas, proporções e suas angulações, cujas deficiências são mais difíceis de resolver, do que alguns dos desvios do manto, que com cruzes estudados desaparecerá progressivamente na maioria dos casos.

Além da perda genética que suporia rejeitar sem mais, alguns exemplares excelentes, que sem dúvida ainda podem contribuir com grandes coisas para a raça. Lembre-se, finalmente, também constituem falhas no manto, o cão que tenha uma mancha branca nas orelhas ou o olho numa área branca, sendo estes cães, exemplares que não podem ser confirmados.

ANEXAMOS CARTA AOS JUIZES QUALIFICADOS PARA JULGAR EPAGNEUL BRETON

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estas diretrizes são recomendadas pelo clube francês, mas ainda não foram reconhecidas pela FCI, portanto, elas ainda não são obrigatórias.

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